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Alemanha revela “OPLAN DEU”: plano secreto para mobilização de 800 mil soldados contra a Rússia

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A nova face da segurança europeia

A Alemanha não espera mais por sinais — está se preparando para o pior. Documentos classificados revelados pelo The Wall Street Journal mostram que Berlim finalizou um plano secreto de 1,2 mil páginas, denominado OPLAN DEU — um ambicioso plano de guerra e mobilização em caso de um eventual ataque da Rússia.

O plano detalha desde rotas ferroviárias até rodovias que poderiam ser convertidas em pistas de pouso, passando pela construção de cidades temporárias para abrigar milhares de soldados. O objetivo central: permitir que até 800 mil militares alemães, americanos e de outros países da OTAN cruzem o país rumo ao front em questão de dias.

O que é o OPLAN DEU

  • O documento secreto foi elaborado por cerca de uma dúzia de oficiais de alto escalão do exército alemão, no complexo militar de Berlim, entre 2022 e 2023.

  • A estratégia define a Alemanha não como linha de frente, mas como corredor logístico da OTAN — um “hub” central para transporte de tropas, equipamentos e suprimentos para o Leste Europeu.

  • O plano mapeia portos, rios, ferrovias, rodovias, pontes e outras infraestruturas críticas que seriam usadas em caso de mobilização — revelando como o país poderia se reestruturar rapidamente para o esforço de guerra.

Mobilização em massa: 800 mil soldados, logística monumental

A escala da mobilização prevista é histórica para os padrões pós-Segunda Guerra Mundial. Entre os principais pontos:

  • Transporte de até 800 mil soldados da OTAN — alemães, americanos e aliados — em direção ao front no Leste da Europa.

  • Utilização intensiva de portos, ferrovias, rodovias e rios para movimentação rápida de tropas, veículos e suprimentos.

  • Transformação de rodovias em pistas de pouso para aviões, e adaptação de infraestrutura civil para uso militar — um retorno à lógica da Guerra Fria, adaptada aos desafios do século 21.

Essa logística massiva reflete a percepção de que, em caso de guerra, o sucesso dependerá não apenas de armas ou contingente, mas da capacidade de mobilizar, abastecer e manter tropas em movimento de forma rápida e eficiente.

Por que agora? A ameaça russa e a urgência alemã

Quando o plano começou a ser desenhado, estima-se que a Rússia estaria pronta para atacar a OTAN somente por volta de 2029.

Mas uma sequência de episódios — sabotagens, espionagem, incursões no espaço aéreo europeu e ataques cibernéticos atribuídos a Moscou — alarmaram autoridades alemãs e aumentaram a percepção de que essa ameaça pode se antecipar.

Além disso, há preocupação de que uma eventual trégua ou cessar-fogo na guerra da Ucrânia possa dar ao Kremlin tempo e recursos para reorganizar suas forças e preparar uma ofensiva maior contra países da OTAN.

Em resposta, o governo alemão acelerou planos de defesa civil — inclusive a expansão da rede de bunkers e abrigos para civis, prevendo a necessidade de abrigar milhões de pessoas em caso de conflito.

O novo papel da Alemanha — e suas implicações para a Europa

Com o OPLAN DEU, a Alemanha assume um papel estratégico de protagonismo militar e logístico na OTAN — algo bem diferente da postura predominantemente diplomática e econômica das últimas décadas.

Isso marca um retorno ao centro do “tabuleiro militar europeu” — não como vítima em potencial, mas como pilar de mobilização e resposta coletiva da aliança.

O plano também expõe fragilidades: mesmo com o esforço de planejamento, a infraestrutura civil — pontes, ferrovias, portos — está longe de estar pronta para suportar um conflito desse porte. Isso impõe à Alemanha (e à Europa) um enorme desafio logístico e estrutural.

O objetivo: dissuasão e prevenção

Segundo um dos oficiais autores do plano, o objetivo principal não é apenas preparar-se para lutar — mas impedir que um ataque seja sequer cogitado. A ideia é tornar a dissuasão tão robusta que qualquer agressor perceba desde o início que a resposta seria esmagadora.

Ou seja: o plano é tanto defensivo quanto estratégico — um aviso claro de que a OTAN e a Europa não estão mais despreparadas.

Um alerta para a paz europeia

O plano secreto da Alemanha revela uma reviravolta dramática na geopolítica europeia — e a adoção de uma lógica de mobilização em massa que o continente não via desde a Guerra Fria.

Seja como movimento de dissuasão ou como preparação real para um conflito, o OPLAN DEU coloca a Alemanha no centro de uma nova realidade militar — e acende um alerta global: a paz na Europa não pode mais ser considerada garantida.

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